HERPES LABIAL » O que é? Quais os sintomas? Quais os tratamentos?

HERPES LABIAL
Escrito por Kayo Dutra

Por ser um problema muito comum, provavelmente você já ouviu falar do herpes labial, mas sabe ao certo do que se trata? De fácil propagação, a infecção provoca lesões próximas aos lábios e atinge milhões de pessoas por ano, de diversas faixas etárias, até mesmo as crianças, sendo sua maior incidência, a partir dos 14 anos de idade.

É um problema que pode trazer muitos incômodos, não apenas estéticos por causa das lesões, mas principalmente em casos em que a pessoa pega de outra sem saber. A falta de informação é um problema, não só para a melhora, mas facilita a disseminação do vírus.

O que é o HERPES LABIAL?

Um vírus, chamado de herpes simples, é o responsável por essa infecção. São dois tipos de herpes mais conhecidos, o 1 e o 2. O herpes labial, se enquadra no tipo 1, já que este possui uma maior frequência de ser encontrado na região da boca. Tanto os homens, quanto as mulheres, podem contrair a infecção, por isso que é importante estar atento aos hábitos de saúde, se informar e manter as formas de prevenção, que serão abordadas adiante.

Quais são os sintomas?

Os sinais podem se manifestar em diversos momentos e raramente são sutis, por essa razão que é comum que as pessoas portadoras desta infecção, apresentem certa apreensão. Enquanto algumas possuem manifestações frequentes, outras podem apresentar apenas uma ou duas vezes na vida. Depende muito de seus hábitos e de cada organismo. O herpes labial resulta em bolhas ou feridas, geralmente cheias de líquido que ficam próximas aos lábios.

Após o contágio, nem sempre os primeiros sinais são visíveis. A primeira fase do herpes labial pode ser marcada apenas por formigamento ou coceira. Posteriormente, aparecem as bolhas, que surgem cada vez de forma pior com o progresso da infecção. Por fim, as feridas começam a cicatrização após a “casca” dos ferimentos terem saído. Muitas vezes é um processo doloroso e que merece muita cautela.

Além das erupções, é possível que apareça na pele o inchaço, vermelhidão, formigamento, dor nos lábios e a sensação de queimação. As lesões que acometem a pele, neste caso, especialmente na região de maior proximidade dos lábios, são recorrentes, o que causa com que esta infecção seja ainda mais incômoda.

Qual médico procurar?

Como o herpes, mesmo que com menos incidência, pode ser contraída por bebês e crianças, o atendimento mais apropriado nesses casos, é o pediatra. Já em outras situações em que o pediatra, não é mais o profissional indicado por causa da idade do paciente, é possível ir ao infectologista, dermatologista e o clínico geral.

Estas duas últimas opções apresentadas acabam sendo recomendadas não apenas para o diagnóstico e tratamento, como também para a prevenção desse e outros problemas de saúde.

Existe tratamento?

Por se tratar de uma infecção causada por vírus, a herpes labial é tratada através de antivirais. Apesar de serem utilizados para tratar e amenizar os sintomas, por serem recorrentes, com o tratamento adequado, é possível que as manifestações desse tipo de herpes tenha uma menor reincidência, proporcionando assim mais tranquilidade para os portadores.

Além disso, com os medicamentos, é possível acelerar o processo de cicatrização. O antiviral atuará visando a redução da capacidade de proliferação do vírus, já o anestésico, poderá ser recomendado para o alívio da dor, que é muito presente especialmente no período em que muitas erupções surgem pela pele.

Convivendo com infecção

O herpes labial pode durar anos ou uma vida inteira, a razão, é que o vírus herpes simples, pode ficar alojado no organismo durante muito tempo, mesmo que não apresente manifestações. No entanto, é importante ter cuidado, afinal, a falta de manifestação, não significa a cura e a falta dos cuidados recomendados pelo médico.

Para que a ocorrência de seus sintomas não seja tão grande, é importante seguir as seguintes dicas:

  •  Evitar a exposição ao sol forte, buscando sempre manter uma boa proteção para evitar danos na pele;
  • Ter hábitos alimentares saudáveis;
  • Evitar contato com lesões de herpes;
  • Assegurar uma higiene adequada;
  • Ter cuidado com a imunização.

Quais as causas?

Os vírus do herpes apresentam um grande nível de contágio, são responsáveis pela herpes genital, que é geralmente causada pelo tipo 2 e pela herpes labial, originada pelo tipo 1. No entanto, o tipo 2 também pode provocar a herpes labial, mas a incidência é menor.

Uma das causas para o contágio, é uma imunidade baixa, pois é algo que torna a pessoa mais propensa a contrair não só o herpes, como estar mais exposta a outras complicações de saúde, como gripes e resfriados.

Quais são as formas de transmissão?

A transmissão é assintomática, porém, é preocupante o número de pessoas infectadas ao redor do mundo. Muitos, por não terem manifestações dos sintomas, não buscam um médico para saber a respeito e não possuem as informações suficientes sobre o contágio.

O contágio pode acontecer através do contato íntimo (beijo e sexo oral) ou por meio do uso em comum de objetos, como copos, garrafas e toalhas. Dessa maneira, o vírus acaba sendo altamente contagioso e se propagando facilmente entre pessoas de todas as idades.

Como se prevenir?

Como citado anteriormente, o contágio da doença pode ocorrer por baixa imunidade. Dessa maneira, uma das opções para quem deseja se prevenir, é se atentar a saúde para que o sistema imunológico esteja forte e em dia.

Apesar de não ser um assunto comum entre os casais, é fundamental se prevenir e ser cauteloso. Afinal, além da transmissão por meio do beijo, o herpes simples também pode ser transmitido através do sexo oral, porém, a maior ocorrência do herpes digital é originada pelo tipo 2, que ao contrário do tipo 1, possui maior facilidade para se replicar na região genital.

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Por sua grande facilidade de disseminação e a falta de informações, o vírus herpes possui um nível de contaminação preocupante e pode acompanhar os portadores durante muito tempo. Aproveite para compartilhar as informações. Tem alguma dúvida? Aproveite para deixar nos comentários.

LINKS DE REFERÊNCIA

  1. Minha Vida | Redação
  2. Saúde Abril | Andressa Basilio
  3. Portal Drauzio Varella | Juliana Conte
  4. Sabará Hospital Infantil | Sabará Hospital Infantil
  5. BVS MS | Ministério da Saúde

Sobre o autor:

Kayo Dutra

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