ESQUIZOFRENIA » O que é? Quais os sintomas? Como é o diagnostico?

ESQUIZOFRENIA
Escrito por Kayo Dutra

Atualmente, a abertura para debater os transtornos mentais, como a esquizofrenia, é bem maior quando comparada com anos atrás. Dessa forma, por mais que ainda seja um tabu para algumas pessoas, a quebra de estigmas e preconceito ocorre com a obtenção de informações, dando lugar à um melhor suporte e tratamentos cada vez mais eficientes.

É interessante observar que o preconceito é capaz de agravar o quadro, dificultando até mesmo a busca das pessoas por ajuda. Trata-se de uma doença cercada de incertezas e repleta de particularidades, mas que felizmente, vem apresentando progressos em pesquisas e tratamentos.

O que é a esquizofrenia?

Trata-se de uma doença psiquiátrica que compromete a forma que os portadores sentem, pensam e se comportam diante a realidade ao redor. Este transtorno atinge milhões de pessoas ao redor do mundo, de diferentes idades, porém, a incidência é maior em pessoas jovens, em torno dos 25 a 30 anos de idade. Aponta-se que de 1% a 2% da população mundial seja atingida pela doença.

Quais os sintomas?

A perda de contato com a realidade, é uma das características mais marcantes da esquizofrenia. No entanto, os sintomas podem ser diversos e nem sempre se apresentam de maneira notória no início da doença, o que dificulta um diagnóstico precoce e a identificação da família ou do próprio paciente de sua condição. Este é um fator preocupante, pois pode resultar em uma procura tardia por acompanhamento médico.

Os sintomas são divididos em categorias. Confira a seguir:

  • Sintomas positivos (também chamados de produtivos):
  • Delírio persecutório: tipo de delírio que se caracteriza por a pessoa acreditar que está sendo perseguida e/ou observada;
  • Alucinações: percepções que não estão necessariamente ligadas com estímulos externos, por exemplo, ouvir vozes.
  • Sintomas negativos:
  • Redução da motivação: a vontade de fazer atividades cotidianas simples, até mesmo prazerosas vai sendo perdida juntamente com a capacidade de convivência social;
  • Alterações afetivas: a indiferença pode surgir, com o indivíduo não se interessando pelo o que está acontecendo ao seu redor e apresentando diminuição da capacidade de reagir emocionalmente à qualquer circunstância.

Geralmente os sintomas negativos são mais difíceis de serem percebidos, acredita-se que 80% dos transtornos esquizofrênicos se iniciam com eles. No entanto, o que mais se destaca ao falar nesta doença, são os sintomas produtivos, por chamarem mais atenção.

Além desses, existem outros sintomas que podem surgir que estão relacionados às categorias citadas. Os principais exemplos são a desconfiança excessiva, indiferença, dificuldade para se concentrar e na memória.

Como é o diagnóstico?

Se em primeiro caso, o profissional procurado, por exemplo, for um clínico geral, é possível que o paciente seja encaminhado para um psiquiatra para um tratamento adequado. No entanto, existe possibilidade de que exames laboratoriais sejam realizados para descartar outros tipos de doenças.

O profissional analisará os sintomas clínicos apresentados, identificará do que se trata e indicará os melhores passos a serem tomados pelo paciente.

Existe tratamento?

Quanto mais cedo o diagnóstico e início de tratamento, melhor a perspectiva dos resultados positivos, especialmente para impedir uma evolução significativa da doença. O tratamento adequado contribui com que os sintomas sejam amenizados e evitam que grandes complicações sejam causadas pela doença. De forma geral, ele consiste no uso de medicamentos e realização de terapia juntamente com programas que visam a reinserção social dos pacientes, já que é o um transtorno mental que compromete seriamente a sociabilidade e tarefas.

Após a amenização dos sintomas, ainda podem ocorrer recaídas. No entanto, pode notavelmente benéfico para os pacientes, continuar tendo acompanhamento médico, realizando terapia e meios de se reintegrar na sociedade. Está é uma forma de pouco a pouco, ter contato com a realidade. Sem dúvidas, o tratamento e número de sintomas amenizados dependem de cada caso.

Os familiares também são fundamentais para um tratamento eficaz, afinal, apesar do paciente ter dificuldades para realizar tarefas, se expressar, sentir e no convívio social, a forma como as pessoas mais próximas agem, também influência. É fundamental evitar julgamentos equivocados, entender do que se trata a condição e dar o melhor suporte possível para a amenização dos sintomas.

Quais as causas?

Ainda há falta de respostas conclusivas em torno de quais fatores causam a esquizofrenia. No entanto, profissionais apontam que existem diversos meios ligados ao desencadeamento dessa doença, incluindo estudos que apresentam sua manifestação igualmente em pessoas de diferentes classes econômicas. Veja a seguir:

  • Predisposição genética: acredita-se que as chances de desenvolvimento da doença aumentem em torno de 13% caso um parente de primeiro grau da pessoa tenha esquizofrenia;
  • Fatores ambientais: complicações no nascimento ou na gravidez;
  • Alterações bioquímicas: mudanças nos neurotransmissores no cérebro, especialmente a dopamina, podem ser uma das razões da doença.

Como se prevenir?

Por mais que não se saiba ao certo qual é a trajetória para o desenvolvimento da esquizofrenia, ao perceber que algo não vai bem, é indicado buscar por um médico para que os sintomas sejam tratados. Essa é uma forma de evitar problemas maiores. Não saber a causa, é uma das maiores dificuldades ao falar-se de formas de prevenção específicas.

Sabe-se que quando tratada a partir do diagnóstico precoce, a esquizofrenia tem grandes chances de não possuir grande evolução dos sintomas e como consequência, há possibilidade de que a personalidade e vida social do paciente não sejam seriamente comprometidas. Não deixar de buscar o médico e se importar em manter a saúde em dia, são as melhores formas de prevenção.

Este artigo foi útil?

Doenças psiquiátricas, como a esquizofrenia, ainda são um tabu para muitas pessoas. No entanto, é preciso se informar para que o preconceito e tratamentos inadequados que fizeram parte do passado, não estejam mais presentes. De fato, os remédios e métodos evoluíram muito desde a época em que muitas pessoas eram julgadas como “loucas” e recebiam um tratamento precário.

Como foi visto neste artigo, a esquizofrenia é uma doença psiquiátrica de extrema particularidade, mas com o tratamento adequado, o paciente pode alcançar melhoras em suas condições de vida, que geralmente são comprometidas pelos sintomas. Você já tinha ouvido falar desta doença? Conhece algum portador? Aproveite para comentar ou perguntar nos comentários.

LINKS DE REFERÊNCIA

  1. Vittude | Tatiana Pimenta
  2. Saúde | Saúde Abril
  3. Minha Vida | Redação
  4. Manual MSD | MANUAL MSD: Versão Saúde para a Família
  5. Lilly | Eli Lilly do Brasil

Sobre o autor:

Kayo Dutra

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