AVC » Tipos, Sintomas, Causas, Tratamentos e Sequelas!

AVC
Escrito por Kayo Dutra

O AVC (Acidente Vascular Cerebral), também é usualmente chamado de derrame. Trata-se de uma condição grave, muito comum que tem como consequências danos ao cérebro. Em aproximadamente 70% dos casos, a doença pode influenciar a forma de vida das pessoas de forma notória, gerando grande incapacidade, até mesmo para tarefas antes consideradas simples. Neste texto, você poderá conferir mais informações em torno dessa doença.

O que é o Acidente Vascular Cerebral?

Essa é uma doença grave, pois acomete o cérebro, resultando, dessa forma, em danos que muitas vezes são permanentes ou levanto a óbito. Existe mais de uma forma de AVC, o Isquêmico e o Hemorrágico, em ambos ocorrem a interrupção do suprimento de sangue ao cérebro. Confira a seguir as formas do AVC:


  • AVC  Isquêmico: essa é a forma mais comum, correspondente a aproximadamente 85% dos casos. O AVCI caracteriza-se pela obstrução de uma artéria;

  • AVC Hemorrágico: o AVCH refere-se a um ruptura de um vaso sanguíneo. Pode ocorrer em diferentes áreas cerebrais, sendo elas no interior das meninges ou dentro do tronco cerebral, sendo chamadas assim, no primeiro caso, de hemorragia subaracnoidea e no segundo, de AVC hemorrágico intraparenquimatoso.

O que é Mini-AVC?

Chamado também de ataque isquêmico transitório, nessa condição, ocorre a interrupção temporária do fluxo sanguíneo. Dessa maneira, suas semelhanças, incluindo os sintomas, são grandes em relação a um acidente vascular cerebral. Apesar de serem transitórios, os sintomas e a ocorrência desse ataque merece orientação médica imediata, principalmente para de fato diferenciá-lo de um verdadeiro AVC.

Apesar de muitas vezes ser temporário, é essencial estar atento às recomendações médicas, pois esse pode ser um alerta de um futuro AVC. Não é a toa que os sintomas são tão semelhantes. O tratamento pode incluir medicação e mudanças de hábitos, mas tudo, naturalmente, vai depender do quadro apresentado.

Quais os sintomas?

Os sinais podem surgir de forma repentina. Nesse cenário, é essencial ressaltar que o cérebro possui influência em tudo o que as pessoas fazem, esse fato é um dos indicadores da gravidade de um AVC. Por isso, ao perceber os sintomas, é fundamental recorrer com emergência à um médico. Confira a seguir quais são os sinais mais comuns:

Rigidez, adormecimento ou enfraquecimento de um lado do corpo, sendo na face, braço ou perna;

  • Alterações motoras;
  • Dificuldade para falar;
  • Perda ou dificuldade na visão;
  • Dores de cabeça persistentes;
  • Tontura sem causa exata.

Existe tratamento?

Observando que existem duas formas do Acidente Vascular Cerebral com desenvolvimentos distintos, o AVCI e o AVCH, as formas de tratamento também apresentam divergências.

Tratamento em casos de AVCI: neste caso, o tratamento inclui a desobstrução das artérias, visando a normalização do fluxo sanguíneo cerebral, quanto mais rápido o procedimento for realizado, menor são as chances de sérias sequelas;

Tratamento em casos de AVCH: para o tratamento desse tipo de AVC, a condição clínica e volume da lesão serão avaliados, dessa maneira, será possível identificar a necessidade de um tratamento cirúrgico para tratar da hemorragia que está afetando o cérebro ou clínico, para controlar possíveis infecções e a pressão arterial.

Similaridades

Apesar de tratamentos distintos, há alguns fatores em comuns, entre eles a necessidade do tratamento o mais cedo possível, visando amenizar as sequelas e maiores complicações devido ao AVC. Além disso, após ambos tratamentos, é fundamental contar com uma boa equipe médica para realizar o início da reabilitação, que geralmente é recomendada a todos os pacientes.

É importante frisar que com os estímulos certos, algumas funções que ficaram comprometidas, podem ser restituídas. No entanto, naturalmente, esse é um processo que depende muito do quadro clínico de cada paciente, principalmente da gravidade do AVC e do tratamento inicialmente realizado. Por essa razão que é tão importante contar com médicos especializados para acompanhar o seu caso, dando o suporte necessário.

Quais são as principais sequelas?

Por comprometer o cérebro, funções distintas das pessoas podem ser afetadas por qualquer um dos tipos de AVC. Uma das áreas mais afetadas por um AVC, é a responsável pela movimentação. Quando não ocorre um tipo de paralisia grave, as sequelas relacionadas aos movimentos podem ser tratadas com exercícios, entre outros métodos de profissionais especializados.

Alterações comportamentais podem aparecer e persistir, dependendo de cada caso. Ainda mais, a capacidade da fala, memória e até mesmo do reconhecimento de objetos pode ser comprometida. É essencial tomar cuidado com o estresse e especialmente com uma possível depressão após um AVC.

O processo de reabilitação pode contar com o suporte de diferentes tipos de profissionais, por exemplo, fisioterapeutas, fonoaudiólogos, entre outros para reduzir as limitações. No entanto, algumas delas podem durar a vida inteira.

Quais as causas?

O AVC é causado quando o fornecimento de sangue a uma determinada área do cérebro é impedido. Além disso, existem alguns fatores de risco que podem resultar no engrossamento do sangue ou em alterações nas artérias, seja o estreitamento, rompimento ou o endurecimento. Confira abaixo:

  • Tabagismo;
  • Hipertensão arterial;
  • Sedentarismo;
  • Arritmia cardíaca;
  • Diabetes.

Como se prevenir?

Em algumas situações, é possível se prevenir de um AVC. Conhecer não apenas os fatores de risco, como também outras formas de prevenção, podem diminuir as chances de sofrer o AVCI ou AVCH.

  • Controle da pressão arterial: uma pressão arterial alta contribui não apenas para um AVC, como também para outros problemas cardíacos. Sendo assim, é fundamental estar atento, realizando exercícios e buscando uma dieta saudável;

  • Evitar o tabagismo: fumar pode aumentar de forma notável as chances de ter um AVC;

  • Evite drogas: o fluxo sanguíneo no organismo pode ser alterado por conta de drogas ilícitas;

  • Atenção ao estilo de vida: buscar uma dieta saudável, realização de exercícios, controle de peso e do consumo de bebidas alcoólicas, são ações que amenizam de forma considerável o risco não só de ter um dos tipos de AVC, como diversas outras doenças.

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É importante ter em mente que a procura por um médico ao suspeitar de um AVC deve ser imediata. Afinal, quanto mais rápido um diagnóstico e intervenção médica, maiores são as chances para lidar adequadamente com os danos causados ao cérebro. Não esqueça que se trata de uma doença grave. Tem alguma dúvida? Aproveite para deixar nos comentários.

LINKS DE REFERÊNCIA

  1. PFIZER | Laboratórios PFIZER
  2. Saúde Abril | Saúde Abril
  3. Minha Vida | Redação
  4. Portal MS | Ministério da Saúde
  5. Portal Drauzio Varella | Maria Helena Varella Bruna

Sobre o autor:

Kayo Dutra

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